domingo, 25 de janeiro de 2009

Por que devemos conferir a conta em Brasília?

Aconteceu ontem, no Café Savana, por volta de 1h30 da manhã.

Estava no caixa, pra agilizar o pagamento da conta, já que ia demorar muito até a máquina chegar na minha mesa.  Nisso chegou um dos garçons e falou pro moço do caixa:

- Faz aí pra mim na calculadora: trinta e cinco mais trinta e cinco.

Ele repetiu várias vezes, porque o caixa estava ocupado passando cartões.  Cada vez que ele falava, meu cérebro gritava: Setenta!  Cheguei a falar em voz alta, solícito com eu sou, mas o garçon parecia só acreditar na calculadora.

Depois de um tempo, terminados os cartões, o caixa pegou a calculadora - uma daquelas bem grandes, com botões gordões que apitam - e começou os cálculos:

- Faz aí: trinta e cinco mais trinta e cinco.
- Bip bip bip bip bip bip.  Setenta.
- Agora soma vinte.
- Bip bip bip bip.  Noventa.
- Agora diminui aí cento e quarenta e seis.
- Bip bip bip bip bip bip bip bip bip bip bip bip bip bip bip...  Foram muitos bips.  Bip bip bip.  Trinta Reais e trinta e oito.
- Valeu!

E saiu o garçon feliz da vida, levando os trinta Reias e trinta e oito centavos de troco.

Não sei se alguém daquela mesa conferiu a conta e notou alguma coisa.  Sei que eu sempre espero as maiores loucuras quando chega a conta ou o troco.

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